O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 23/09/2020
É notório que todo ser humano tem que consumir recursos para se manter vivo, o consumo gera resíduos que, se acumulados sem exagero, o planeta consegue absorvê-los. Porém, a obsolescência programada faz com que nossos produtos estraguem mais rápido do que deveriam e isso gera consumo excessivo de recursos e aumento rápido da quantidade de lixo.
Convém lembrar da história da Operação Translado. Segundo a BBC, existe uma lâmpada que funciona há mais de 100 anos em Livermore, nos Estados Unidos. Ela foi desenvolvida por um pioneiro no setor em 1901. Com o passar dos anos, o número de vendas de lâmpadas novas caiu vertiginosamente e houve um complô da indústria (chamado de Operação Translado) que retirou a maioria dessas lâmpadas do mercado e estipulou um tempo máximo de vida para cada lâmpada nova. Atualmente, sabemos que isso se chama obsolescência programada.
Devido a obsolescência programada, o número de novos objetos comprados aumentou e, em seguida, o número de lixo no planeta aumentou. Um exemplo prático: dados da Samsung demostram que a empresa aumentou em 5,6% as vendas no Brasil e, de acordo com dados da Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep), 15% do lixo que o Brasil produz é eletrônico, como: celulares e computadores, o que representou um aumento de 1,4%. Além do mais, uma pesquisa da Globo revelou que 54,3% do lixo brasileiro é residencial.
Logo, é preciso reduzir o consumo na base. Para isso, o Governo Federal deve criar uma tabela máxima de consumo por pessoa. A tabela deverá ser listada em quantidade de gás carbônico necessário para produzir aquele produto. Após ser consumido, essa quantidade será subtraída de um limite máximo por pessoa. Assim, o próprio povo vai prezar por produtos que durem mais, as empresam vão ter que se adaptar ao novo mercado e, por fim, reduzirá o consumo excessivo, a obsolescência programada e quantidade de lixo produzido no país.