O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 20/09/2020

O filme “Walle” retrata a história de um pequeno robô, que foi construído para limpar a enorme quantidade de lixo produzido pela humanidade na terra. Fora da ficção, é válido se falar dos lixões do Brasil, que são resultantes do alto consumismo brasileiro. Tal fato se deve, principalmente, pelo incentivo ao ato de comprar no sistema capitalista, que consequentemente gera o aumento exponencial da produção de lixo.

Em primeira análise, o atual sistema econômico tem como principal objetivo estimular o consumo da população. Nesse sentido, o jornal “O globo”, afirma que aparelhos eletrônicos como celular e televisão, por exemplo, duram em média três anos. Dessa forma, percebe-se uma obsolescência programada que rege a forma de produção, ou seja, os aparelhos são feitos com durabilidade pré-definida, visando o aumento do consumo e gerando o aumento do lixo eletrônico. Em suma, é indiscutível que medidas são necessárias para a solução desse problema.

Por conseguinte, a grande produção de lixo se configura como um problema moderno no Brasil. Nesse viés, segundo o site de notícias “Agência Brasil de Notícias”, o país produz, aproximadamente, setenta e nove milhões de toneladas de lixo por ano, sendo o maior gerador de resíduos da América Latina. Dessa forma, nota-se o descaso do brasileiro em relação ao seu consumo exacerbado, que ocasiona diversas consequências como: a formação de lixões em céu aberto. Sendo assim, fica evidente a gravidade desse óbice para o país.

Portanto, é necessário que o governo intervenha na forma de produção brasileira, por meio de um projeto de lei, entregue à câmara dos deputados, que obrigue empresas produtoras de aparelhos eletrônicos a prolongar a vida útil de seus produtos para seis anos. Espera-se, que com essa medida, haja a diminuição do consumo e em seguimento a redução da produção de lixo no Brasil, tornando o contexto do filme “Walle” apenas fictício.