O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 08/10/2020
A sociedade brasileira vive um paradoxo: os interesses individuais se sobrepõem aos anseios coletivos. Em um cenário assim, é de se salientar a necessidade de uma mudança nos hábitos da população consumista, em que devido ao excesso de produtos obtido por esses, são gerados grandes quantidades de lixo. Isso ocorre, em grande medida, porque as transformações ocorridas no Brasil fomentam discussões exaltas acerca do capitalismo exacerbado, bem como a respeito do lixo como consequência social.
É de fundamental importância pontuar, de início, que o exagero capitalista gera um consumo desnecessário e prejudicial ao meio ambiente, uma vez que descarta-se muitos resíduos de maneira incorreta. Um mergulho profundo no panorama histórico permite afirmar que após a Revolução Industrial o consumo se expandiu, a facilidade de se obter produtos cada vez ficou mais acessível e por conseguinte os descartes irregulares de lixo cresceu. Nesse ponto, em pleno século XXI, o capitalismo usufrui de forma abundante na sociedade, prejudicando não só a natureza, como também as futuras gerações que sofrerão com o excesso de lixo produzido atualmente.
Paralelo a isso, é válido pontuar, ainda, que o lixo causa problemas aos cidadãos, os quais os mesmos são responsáveis por essas adversidades. O problema do lixo, aliás, não é uma questão simples, pois impacta diretamente o meio ambiente. Como se não bastasse, o descarte irregular do lixo está provocando a morte da fauna marinha, como por exemplo, das tartarugas. Aliás, é evidente que essa realidade é fruto das más ações humanas, visto que a natureza cada vez mais está destruída por esses.
Evidencia-se, portanto, que o lixo e a sociedade de consumo estão diretamente ligados ao colapso ambiental e constituem um obstáculo para a preservação. Nesse sentido, é fundamental priorizar o pensamento de cuidado com o meio ambiente para futuramente haver vida. Para isso acontecer, urge que os Governadores estaduais promovam ações de coletas seletivas, de forma que todos os bairros das cidades possam ter lixos reciclados para que a sustentabilidade vire rotina. Além disso, é necessário que as escolas adotem, juntamente às aulas de biologia, palestras sobre a importância de se consumir apenas o necessário para que não haja desperdício, com intuito de educar os alunos a cuidarem do meio em que vivem. Quem sabe assim, com essas aspirações o planeta possa ser mais sustentável.