O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 17/11/2020

Zygmunt Bauman foi um sociólogo, criador da conhecida e atual frase “Na sociedade contemporânea, nada é feito para durar”. Com a existência de propagandas cada vez mais persuasivas e itens com obsolescência programada, o consumismo desenfreado aumenta progressivamente. A consequência disso é o acúmulo de lixo pelo descarte indevido, o que gera problemas ambientais no Brasil.

Com o avanço tecnológico, aquilo que num dia é novo, no outro pode passar a ser ultrapassado, e esse avanço faz com que os usuários queiram sempre o mais moderno. Nessa questão o marketing é essencial: é ele quem convence o consumidor de que ele precisa de algo. Além disso, a chamada obsolescência programada determina quando o sistema de determinado aparelho eletrônico se tornará desatualizado, influenciando na compra de um dispositivo novo.

O consumo desnecessário tende a agredir em grandes proporções o meio ambiente, uma vez que o descarte feito incorretamente e em excesso pode causar poluição por meio de plásticos, produtos químicos ou radioativos, contaminando o solo, ar, rios e o mar. Segundo o  Banco Mundial, o Brasil é o quarto país que mais gera lixo plástico no mundo, tendo mais de 2 milhões de toneladas sem tratamento, sendo jogadas em lixões ou oceanos.

Assim sendo, é necessário que haja um trabalho de conscientização social partindo da prefeitura em conjunto com centros de reciclagem por meio de palestras e campanhas. Essas teriam a finalidade de apresentar como deve ser o descarte correto, incentivar a reutilização e mostrar os impactos da poluição a longo prazo.