O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 20/09/2020
Logo após a Terceira Revolução Industrial, o consumo de produtos ficou cada vez mais relevante e isto faz com que a pessoa passa a comprar cada vez mais. Porém, o grande índice de consumo vem trazendo uma impasse no excesso de lixo. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela cultura do consumismo e falta de infraestrutura.
É indubitável que a questão do capitalismo e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Conforme o antropólogo Daniel Miller, no seu livro “A Theory of Shopping” , retrata a análise de compra como uma expressão de amor. Dessa maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a questão do consumismo afeta com mais frequência classes de renda alta. Assim, a continuação do pensamento de amor à compra, transmitido de geração a geração, funciona como base forte dessa forma de consumismo, perpetuando o problema no Brasil.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o aumento no número de acidentes por falta de infraestrutura na reciclagem do lixo. Segundo pesquisas, realizado pelo jornal O Globo, o descaso com enchentes matou 2500 pessoas no Brasil em vinte anos. Dessa maneira, constrói-se uma cultura de medo, na qual não pode nem ficar em casa, por esta sob constante pânico. Por conseguinte, casos como enchentes e deslizamentos afeta com maior probabilidade classes de renda baixa.
Infere-se, portanto, para superar os obstáculos apresentados, medidas mais eficazes precisam ser efetivadas. Para tanto, é preciso que grupos de psicólogos, aliado a antropólogos, amplie o número de campanhas informativas e de palestras para a diminuição do consumismo, para que o índice de consumo deixe a margem limítrofe. Outrossim, o Ministério da Economia, deve liberar verbas para construção de aterros sanitários, para a certa reciclagem do lixo. A partir disso, o respeito pelas diversas classes sociais humanas terá um pensamento sustentável.