O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 21/09/2020
No período paleolítico, os povos primitivos viviam de maneira precária, mas pouco danosa ao meio ambiente. Atualmente, as mudanças ocorridas ao longo da história trouxeram melhorias e avanços na vida da população, em geral. Entretanto, a questão do lixo na sociedade brasileira prova que os seres humanos não evoluíram em todos os aspectos, pelo contrário, se mostram inferiores em relação ao seus ancestrais. Portanto, é importante analisar as causas, consequências e possíveis soluções para resolver o problema. A priori, a vida moderna apresenta fatores determinantes para o agravamento do impasse. Para o economista escocês Adam Smith, “O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda a produção”. Ou seja, a indústria, responsável pela produção dos materiais que posteriormente são descartados, não prioriza o reaproveitamento destes para, em vez de jogados na natureza, serem novamente utilizados no processo produtivo. Por sua vez, o ser humano que antes tinha apenas o essencial para a sobrevivência, agora, apresenta o consumismo como principal característica, o que potencializa a quantidade de resíduos gerados, que nem sempre são descartados corretamente. Outrossim, o filósofo inglês Thomas Hobbes dizia que o homem é o lobo do homem. Concomitante a isso, o descarte indevido de lixo no meio ambiente gera transtornos à própria população. Logo, é comum, nas grandes cidades, o entupimento de bueiros por garrafas e embalagens plásticas, causando enchentes que resultam em destruição e até a morte de cidadãos, durante o período chuvoso. Ademais, os animais também tem suas vidas colocadas em risco, já que, ao serem depositados vários tipos de resíduos em rios, mares e em ambientes naturais, há uma mudança no “habitat” natural desses seres, levando-os, a ingerirem ou terem contato com substâncias tóxicas, e posteriormente à morte. É fato que medidas são necessárias para resolver o problema. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto aos três poderes, devem criar uma lei que determine que o setor produtivo tenha uma margem de reutilização de no mínimo 90% dos materiais recicláveis, sob pena de multa nos lucros, equivalente ao percentual não atingido. Ademais, O Ministério da Educação deve promover campanhas de alerta aos ricos do descarte indevido de resíduos, e ainda, fornecer nas escolas e locais de trabalho, por meio de projetos, cursos que orientem os cidadãos a terem ações de reutilização, descarte correto e consumo moderado. Com isso, será possível nos aproximar aos povos antigos, no que diz respeito a questão do lixo.