O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 12/11/2020

No mês de novembro, no Brasil e em diversos países, acontece a chamada “black friday”, um dia de promoções e grandes descontos organizados pelo varejo. Tendo em vista a dinâmica global capitalista, esse evento gera uma necessidade artificial de compra e evidencia a prática social do consumo exagerado. Tal atitude acaba aumentando a produção de lixo, acentuando um problema nacional: o descarte incorreto de resíduos.

Segundo um estudo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 36,3% dos entrevistados admite que o ato de fazer compras é uma forma de aliviar o estresse e se sentir bem. Nesse sentido, fica claro que o consumo na sociedade atual vai além da carência básica e acessa o âmbito do supérfluo. Ademais, criou-se o mito do consumo aliado á satisfação pessoal e ao prestígio social, que, muitas vezes, atua de maneira efêmera.

No entanto, embora a sensação de prazer seja algo temporário, os resíduos gerados por todo esse consumo exacerbado podem durar milhares de anos. Além da enorme quantidade de dejetos, os locais para disposição de todo esse material são impróprios e tendem a contaminar os ecossistemas terrestres. De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública, existem cerca de 3 mil lixões e aterros irregulares no país, o que salienta o perigo dessa temática.

Em suma, é fato que a sociedade de consumo no Brasil e o lixo gerado, são problemas que precisam ser combatidos. Dessa forma, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, através de verbas governamentais, criar um espaço para o descarte do lixo de maneira segura e eficiente. Além disso, é essencial que cada cidadão faça a separação de embalagens de plástico e do lixo orgânico, com o intuito de promover uma reciclagem efetiva. Assim, será possível transformar o país, aos poucos, em um lugar mais sustentável.