O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 22/09/2020

Ao contrário do que muitos acreditam a produção excessiva de lixo no Brasil, teve seu ponto de partida no início da Revolução Industrial e até então seu índice só se elevou. Em apenas um dia, comparado com os países da América Latina, a nação brasileira gera em torno de 541 mil toneladas de sujeira por dia, segundo dados da ONU.

Primeiramente, observa-se que 41% de todo lixo produzido vai para lugares que, indubitavelmente não deveriam, como mares e rios. Uma preocupação constante são os cem mil seres vivos aquáticos que morrem todo ano em consequência desses resíduos. Além disso, convém lembrar que lixões e aterros sanitários servem de moradia para milhares de cidadãos, que sofrem com a desigualdade econômica, é incontestável que a saúde dessa população se prejudique com os restos tóxicos que se produzem, quando são queimados ilegalmente, enterrados de maneira inadequada ou não reciclados.

Todavia, não são só os indivíduos que habitam dentro ou nos arredores de um lixão que tem sua saúde prejudicada, os gases tóxicos se espalham pelo vento por milhares de quilômetros, chegando ao limite na camada de ozônio, e a danificando. Poluindo o país e o planeta, no que tange diz respeito ao seu destruimento, em Setembro de 2001 um enorme buraco de aproximadamente 28 milhões de quilômetros quadrados foi encontrado sob a região da Antártida sob o prisma do efeito estufa.

Para amenizar os impasses causados, cabe ao Estado a obrigatoriedade da reciclagem em todas as regiões, fiscalização diária em mares, rios, e nas queimadas de lixo, criação de abrigos e empregos para moradores dos lixões, construções de mais aterros sánitarios legais, propagandas em horários comerciais, em rádios, televisões, outdoors, conscientizando e incentivando a importância do cuidado com a quantidade de lixo que se produz.