O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 24/09/2020
No filme Wall-E, animação que se passa no ano de 2700, o cenário principal é um planeta Terra inabitável que foi completamente destruído pelos impactos ambientais causados pelo lixo. Infelizmente, a realidade no Brasil não destoa da ficção, uma vez que é fato que a grande quantidade de lixo produzido tornou-se um problema à medida que se descarta mais do que se utiliza. Diante disso, é necessária uma análise acerca das causas e consequências desse empecilho.
Em primeiro lugar, é importante destacar a falta de infraestrutura aplicada no país em relação ao controle correto do lixo. Uma vez que não há quantidade suficiente de aterros sanitários em proporção ao descarte, é perceptível o aumento de aterros irregulares espalhados pelo país. Outrossim, uma das causas para esse cenário no Brasil é a obsolescência programada, que consiste no desenvolvimento e comercialização proposital de um produto para consumo, de forma que esse se torne obsoleto e não funcional, afim de forçar o consumidor a comprar uma nova geração.
Ademais, as consequências trazidas por esses fatos são as mais diversas.
Destaca-se a contaminação do solo e da água nos lugares de descarte irregular, além da possibilidade do desenvolvimento de patologias decorrentes desse contágio. Além disso, com a obsolescência, a cultura do desperdício e do consumismo no Brasil se fortificam, assim como o fetichismo pela mercadoria definido por Karl Marx como a tendência a adquirir um produto não pelo valor nominal, mas devido somente ao desejo de obtê-lo, criando um ciclo vicioso de consumo e desprezo.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Para tanto, os governadores estaduais por meio de verbas destinadas do Governo Federal, devem promover a fiscalização com equipes especializadas e o merchandising social, através de filmes e telenovelas, de temas que tratem do consumo na sociedade, com o fito de combater tanto a ação de descarte irregular de lixo, quanto o desperdício.