O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 27/09/2020

Utopia, cidade idealizada pelo pensador Thomas more, é livre de problemas mundanos, tendo seus cidades uma aliança em prol do bem comum. Atualmente, diante do hábito de consumo exacerbado  e do acúmulo de detritos, evidencia-se, no Brasil, um corpo político-social  despreparado para solucionar tal problemática, seja pela falta de educação socioeconômica, seja pela manipulação tecnologia a que o cidadão contemporâneo é exposto.

Primeiramente, é importante destacar a inexistência do assunto lixo e educação econômica no âmbito escolar. Segundo Kant, pensador moderno, o homem é aquilo que a educação faz dele. Partindo dessa ótica, é notório a contribuição negativa da educação brasileira na formação de cidadãos inconscientes quanto ao seu dever de  reduzir a produção de lixo e de possuir uma vida saudável economicamente. Dessa maneira é fundamental a mudança da mentalidade dos brasileiros quanto aos problemas que seus maus hábitos acarretarão ao homem.

Ademais, vale salientar sobre a manipulação eletrônica através do obsoletismo e do rápido “progresso” das máquinas. O modelo fordista de produção era baseado na construção de mercadorias com alta durabilidade, sendo esse um dos motivos para a estagnada do mercado consumidor na década de 70. Assim, desde o fato supracitado, as empresas passaram a incitar a compra compulsiva de suas mercadorias, através da produção de modelos com recursos supérfluos, instigando  consumidores a adquirirem mesmo sem a real necessidade. Tal fato é comprovado pela revista digital G1, que em 2017 identificou que em média o brasileiro compra um celular a cada ano.

Portanto, devido a gravidade do problema, medidas precisam ser tomadas. Cabe ao Ministério da Educação atuar na conscientização social, por meio da inclusão do assunto lixo e educação econômica no currículo escolar, para criar jovens conscientes no tema e através de palestras para sociedade adulta, com o finto de instruir a todos sobre o uso  e descarte adequado dos recursos naturais e financeiros. Ao Procon, Órgão de Defesa ao Consumidor, destina-se a maior atuação e fiscalização dos abusos das empresas, por meio da abertura de um canal de atendimento e de cursos grátis que orientem pessoas a consumir de forma saudável.

Dessa maneira, a sociedade passará a desfrutar de um pais mais limpo.