O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 25/09/2020

O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

No Brasil, o processo de industrialização teve início no século XIX, trazendo fábricas, empresas e o aumento da produtividade para o país. Com a oferta de produtos a preços mais acessíveis, os brasileiros aderiram ao consumismo exagerado, e em muitas das vezes, descartando os resíduos sólidos de forma inadequada, causando prejuízos ao meio ambiente.

Em contra partida, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, proíbe uso de lixões como descarte de rejeitos pelos municípios, fazendo com que sejam construídos aterros sanitários nos mesmos. No entanto, as empresas de coleta seletiva não conseguiram cumprir a lei. De acordo com dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 2016, 41% do lixo é desprezado a céu aberto, fazendo, assim, com que os resíduos produzido em domicílios e em empresas contaminem o solo e o lençol freático.

Além do mais, boa parte dos rejeitos servem como matéria prima para a fabricação de novos produtos, mas a grande parcela da sociedade descarta estes materiais de forma errada. Aço, ferro, garrafas de refrigerantes e papel são produtos que podem ser reaproveitados na produção de outros objetos de consumo, como, por exemplo, fios de eletricidades, tubulações e sacolas de presentes.

Logo, cabe aos municípios investirem na construção de aterros sanitários, e as secretarias de Meio Ambiente fiscalizarem o processo de coleta seletiva e sua destinação final, assim extinguindo o uso de lixões. Além disso, é papel das ONGs de reciclagem realizarem debates e palestras em empresas, parques e escolas para conscientizar a sociedade a reciclar, fazendo, assim, com que a poluição diminua.