O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 25/09/2020
Na animação “Wall-E”, a Terra é retratada como um planeta desabitado devido ao nível de poluição e lixo eletrônico. Embora seja uma animação, aproxima-se da realidade brasileira onde notam-se resíduos nas ruas e estradas. Além disso, o problema se relaciona ao fruto do consumismo. Que agrava a situação dos resíduos no meio ambiente.
Dessa forma, a sociedade moderna consome muito em função da evolução da tecnologia. Ao tratar do consumo excessivo e seus efeitos para o meio ambiente, cita-se a fabricação de um smartphone onde são necessários 12 mil litros de água. Isso equivale à 2.400 descargas de um vaso sanitário. Conforme pesquisa do IBGE, quase 50 milhões de aparelhos foram comercializados no ano passado, totalizando 226 milhões de linhas móveis no país. Desse modo, esses números revelam a falta de racionalidade de muitos consumidores e aponta um problema para o futuro: o lixo eletrônico ocupando o lugar do plástico como vilão do meio ambiente. Assim, uma das principais sequelas da ignorância humana é o descarte incorreto de lixo. Como diz o químico Lavoisier, “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, uma vez que alguns resíduos podem demorar anos para se decompor. Dados da ONU em 2018, apontam que 1,5 mil toneladas de lixo eletrônico foram produzidas pelo Brasil. Esse aspecto, é regulado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos desde 2010, determina que a indústria deve recolher os resíduos eletrônicos e descartá-los da maneira correta. Contudo, a lei não é eficaz porque as pessoas descartam o eletrônico junto do comum.
Logo, nota-se que o consumo consciente e a preocupação com o descarte podem minimizar o problema. Para isso, o desconhecimento deve ser combatido com informação. As secretarias de meio ambiente e o Governo devem criar programas para diminuir o consumo abusivo. Por outro lado, incentivar programas de sustentabilidade, através de ações de marketing para trocar produtos no momento que comprar um aparelho novo. Assim, a Terra não vai acabar como “Wall-E”.