O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 25/09/2020

Durante o século 20, ocorreu o 2º processo de industrialização do mundo, conhecido como 2º Revolução Industrial. Com isso, produções em larga escala começaram a acontecer, e nisso, a população mundial fora inclinada ao consumismo e, consequentemente, a maior produção de resíduos fora acentuada. No entanto, o consumismo descontrolado nos dias de hoje, gera toneladas de lixo e muitos cidadãos não possuem acesso ao tratamento adequado a esses descartes, o que mostra grandes impactos no meio-ambiente que afetam o ser humano.

Primeiramente, de acordo com o Trata Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas no nosso país não têm acesso ao serviço básico de destinação de resíduos. Logo, com a falta desse serviço público, mostra a problemática, a partir de que é sabido que estes dejetos causam problemas de intoxicação do solo, lençóis freáticos, entre outras consequências.

Ao mesmo tempo, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) aponta, 41% dos descartes domésticos e industriais no Brasil vai para céu aberto, ressaltando que esses podem contaminar a nossa terra, o tornando impróprio para cultivo, as nossas reservas de água no subsolo, tornando tóxica e imprópria para consumo a água retirada dos poços artesianos. Além disso, esse problema atrai doenças para o ser humano, visto que o acúmulo de lixo atrai roedores portadores de doenças perigosas, como a leptospirose, que tem a taxa de letalidade de 9%, aproximadamente.

Em síntese dos fatos, é necessária a intervenção do Estado com políticas de fiscalização e intensificar as de recolhimento de resíduos, esta que seria feita pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da contratação de fiscais e maiores investimentos na coleta dos dejetos para que possam alcançar a maior parte da população. Com isso, espera-se que o número de descartes a céu aberto caia, afim de não prejudicar o meio ambiente e a saúde do povo que não tem esse recurso.