O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 25/09/2020
Atualmente observa-se que o mundo vem lutando contra diversos problemas da vida moderna, um deles é a questão da alta quantidade de resíduos gerados pela sociedade. Essa complicação surgiu no século XXI, após um crescimento na disponibilidade e variedade de bens para a maioria das classes. Outro fato importante para isso ocorrer é a industrialização em grande escala de produtos não biodegradáveis.
Também é necessário compreender a atual situação em que o mundo se encontra, os problemas ambientais surgem principalmente por consequências humanas. A rejeição de resíduos está crescendo desenfreadamente, o consumo de materiais está muito alto. De acordo com o estudo do portal de notícias “Meu Resíduo”, esse aumento de consumo vem acontecendo devido a facilidade de obter produtos, independente da classe social. Isso se deu origem após a industrialização dos últimos séculos, principalmente no final do século XX, e na queda dos valores desses objetos de consumo pessoal.
Além disso, a Organização das Nações Unidas estima que os próximos 100 anos são decisivos para uma mudança de comportamento do mundo em relação ao cuidado com o meio ambiente. E aproximadamente em 2050 haverá mais plásticos no oceano do que peixes, essa previsão mostra o quanto é necessário cuidar do planeta. No Brasil, com base nos fatos apresentados pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), entre 3% a 4% do lixo gerado no ano pelo país é reciclado, quando o potencial é de mais de 30%. Durante o ano bilhões de toneladas de lixo são geradas por toda a população mundial, sendo mais de 300 milhões de lixo plástico, porém, apenas 9% desses resíduos plásticos são reciclados e 14% são recolhidos do meio ambiente.
Levando-se em conta o que foi observado, conclui-se que é necessário mudar o modo como o planeta está agindo em relação a massiva quantidade de dejetos gerados pela população mundial. Mas, para isso acontecer é de extrema importância a mobilização dos municípios em investimentos na área de saneamento, como em aterros, centros de reciclagens e na imposição de multas para empresas e até mesmo para pessoas que prejudicarem o meio ambiente em seu local de vivência. A ajuda de Organizações Não Governamentais (ONGs) que trabalham com, reciclagem e conscientização ao meio ambiente, também seriam de grande ajuda na adição de propostas relacionadas ao despejo de resíduos e na área de reeducação, em escolas por exemplo, ensinando aos jovens as técnicas de reciclagem e a importância de cuidar do planeta em que vivem.