O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 29/09/2020

“Em 2018, o Brasil produziu, em média, 79 milhões de toneladas de lixo, uma variação de pouco menos de 1% em relação ao ano anterior”. Mais precisamente, este, comparado com países da América Latina, é o campeão da geração do lixo. Dessa forma a grande produção de lixo é um problema não só do descarte indiscriminado mas também do consumo compulsivo.

No filme de animação americano “Wall-E” é retratado a terra sendo um lugar desocupado, em circunstância à cobertura por lixo, uma vez que o solo está contaminado e inabitável. Fora da ficção, esse cenário acerca-se da realidade brasileira, visto que a produção do lixo no país, tem avançado em ritmo mais rápido do que a infraestrutura para lidar de maneira congruente, além disso, a cultura do desperdício ainda persiste, haja vista no Brasil, 26,3 milhões de toneladas de alimentos têm o lixo como destino.

Assim, consideramos a exposição dos catadores de recicláveis em questões de doenças transmitidas por vetores patológicos, à proporção que os mesmos não têm condições de proteções adequadas pois não há uma boa situação econômica.

“Na sociedade de consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria”. A fala do sociólogo polonês Zygmut Bauman relaciona o consumo como prática principal das relações sociais no mundo hodierno. Como resultado, surge a obsolescência programada, em que o produtor decide propositalmente desenvolver um produto de forma que se torne obsoleto, para forçar o consumidor a comprar a nova geração. Como se pode ver, a influência social almejada pelo consumismo e a obsolescência programada incentivam o indivíduo a comprar mais, resultando maiores produções de lixo.

Portanto, cabe ao Poder Legislativo, por meio de verbas governamentais, cobrar medidas para a coleta do lixo, no sentido de evitar o acúmulo. Ademais, por meio de mídias e publicidades orientar à todos a ter um consumo consciente evitando maiores desperdícios do lixo.