O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 13/10/2020

A terceira revolução industrial, iniciada em meados do século XX, trouxe consigo o mercado eletrônico globalizado, garantindo às massas populares grande variedade de produtos eletrônicos. No Brasil, o mercado eletrônico se encontra atuante por meio de multinacionais tecnológicas, como “Samsung” e “LG”, que atuam aproveitando os incentivos fiscais governamentais. A ação destas multinacionais no país facilitou o acesso da população as tendências eletrônicas, que com o passar do século XXI aparentam ter vida útil decrescente, o que causa consumismo exacerbado e descarte inadequado.

Em primeiro plano, o atual consumismo tecnológico é engatilhado por propagandas, de celulares e outros aparelhos, em mídias sociais. O resultado destas propagandas constantes é o sentimento de atraso por parte daqueles que não possuem as últimas tendências tecnológicas. Além disso, os grandes desenvolvedores destes aparelhos adotaram nas últimas décadas a “Obsolência Programada”, que garante o ultrapassamento das peças com o passar de pouco tempo. Deste modo, o consumismo eletrônico cresce por consequência da pressão social por detenção de produtos inovadores e o controle das grandes empresas sobre à vida útil dos aparelhos.

Outrossim, com o consumo crescente, surge o debate sobre o descarte dos produtos eletrônicos obsoletos. Em virtude da natureza química dos componentes químicos presentes nos aparelhos, o lixo eletrônico passa a ser uma agravante ambiental por conta do sistema padrão de descarte brasileiro.b Em suma, os aterros sanitários maioria no Brasil, permitem que os agentes químicos das baterias eletrônicas penetrem o solo, chegando aos lençóis freáticos, bolsas de água subterrâneas, deste modo poluindo a água que abastece a fauna, flora e população que reside próximo aos aterros. Logo, o lixo eletrônico torna-se uma problemática dos âmbitos mercantil, ambiental e da saúde brasileira.

Portanto, é indubitável a necessidade de reconhecimento nacional acerca das consequências do consumismo eletrônico no Brasil. Deste modo,, o Procon, orgão de proteção e defesa do consumiidor, deve instruir seus funcionários, por meio de cursos que analisem o padrão da obsoência programada, para que assim, o órgão possa orientar os consumidores sobre as medidas legais que deve-se tomar a fim de combater a obsolência programada. Além disso, o Ministério da Fazenda deve inderir como pré-requisito ao acesso à incentivos fiscais por parte das multinacionais a construção e manutenção de pontos de coleta de lixo eletrônico, para que o descarte correto seja realizado. Tomadas estas medidas, a obsolência programada e o descarte irregular diminuido e assim o efeito do consumismo minimizado.