O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 19/10/2020
O filme “Wall-E”, ficou marcado pelo seu viés de retratar a excessiva quantidade de lixo gerado pelo consumo descomunal no meio, no qual seu personagem principal, Wall-E, atua incessantemente para compactar os resíduos fabricados no planeta. De modo semelhante à obra, o Brasil enfrenta dificuldades em reduzir os altos índices de rejeitos produzidos pelo consumo em todo seu território. Nesse sentido, faz-se urgente alteração desse cenário, em que a indústria cultural e obsolescência programada são fatores preponderantes para essa questão.
Em primeiro lugar, vale destacar as consequências da indústria cultural no corpo social. De acordo com o filósofo Jonh Locke, em sua “Teoria da Tábula Rasa”, retrata que os indivíduos são preenchidos por experiências positivas e negativas que afetam todo seu desenvolvimento. A partir dessa visão, decorrente do ilusionismo fixado pela indústria cultural no meio público, inúmeros indivíduos estão em constante busca pelo “prazer” consumista desenfreado, em que acabam sendo persuadidos por essas corporações, a não terem seus desejos saciados. Assim como a, permanência dessa indústria cultural colabora para proliferação de produtos inutilizados a meio, gerando lixo ao espaço público. Como consequência dessa massificação do consumo exorbitante, esses indivíduos se tornam reféns a essas corporações, em que muitas vezes, seu poder de decisão de compra é influenciado. Dessa forma, isso ocasiona o desencadeamento de problemas residuais ao meio e manipulação do consumo, ao afetar diretamente o desenvolvimento do meio ambiente e o poder de decisão do indivíduo.
Nesse sentido, portanto, faz-se necessária a adoção de medidas a fim de minimizar esse problema. Para tanto, os meios de comunicação, principalmente a televisão, devem promover debates mensais sobre os malefícios do consumismo desordenado, com o objetivo de reduzir o lixo gerado por essa massificação do consumo, assim, a visão da obra “Wall-E” não venha a si tornar realidade.