O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/10/2020
O descarte de lixo incorreto é, partindo do ponto de vista ecológico e ambiental, um dos maiores problemas da contemporaneidade. Tal problema pode ser impulsionado por inúmeros motivos, no entanto, o mais recorrente seria o consumismo desenfreado. Na sociedade brasileira esse tipo de comportamento não é uma exceção.
Após o final do século XX, com o capitalismo consolidado, as relações passaram a girar em torno do comércio. Sendo assim, o indivíduo, que está inserido em um meio de produção em massa, passou a enxergar no produto adquirido seu “status social”. Foi nesse contexto que surgiu a obsolescência programada, onde novos produtos são produzidos apenas com o intuito de que os mais antigos passem a ser obsoletos, isso é, ultrapassados. Como resultado disso houve uma maior produção de lixo e outros dejetos.
De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, logo, um dos maiores produtores lixo. No entanto, é perceptível o descaso das autoridades para com a forma que o lixo é descartado, uma vez que, o país não possui uma coleta seletiva de lixo muito menos lixões com aterros sanitários, muitos materiais, são lançados em terrenos baldios e outra parte é lançada em córregos e nas rua inclusive pela própria população quando trocam um objeto por outro mais atual. Como consequência pode haver a proliferação de insetos, mosquitos e roedores nas proximidades dos lixões desencadeando doenças infecciosas a população.
Sendo assim, é necessário que medidas sejam realizadas. Primeiramente é importante que haja um consumo mais consciente por parte da população, que deve se desvincular desse ciclo vicioso de compra. Além disso o Governo em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente devem elaborar projetos que conscientizem a população para com o descarte correto desses dejetos. Para que assim seja possível a superação de tal problema.