O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 26/10/2020

Wall-E é uma animação produzida pela Pixar, que apresenta como enredo um robô criado para limpar o mundo coberto por lixo, os humanos abandonaram a Terra, pois suas condições estavam deploráveis para se viver. Saindo da ficção, o cenário atual brasileiro se aproxima do exposto apresentado, visto que a presença acentuada de lixo tornou-se algo comum no dia a dia, principalmente nas metrópoles. O consumo exacerbado e a falta de incentivo à reciclagem têm total relação na fomentação desse problema, necessitando de uma intervenção imediata.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que os debates sobre descarte adequado do lixo, mesmo sendo preocupante, tornou-se um clichê, uma vez que, mesmo após diversos direcionamentos, não é colocado em prática as iniciativas propostas nesses debates pelos órgãos públicos e pela população. Em outras palavras, quando se tem uma ação em relação a como combater o alto índice de dejetos, não há muito engajamento da sociedade em efetuar essas ideias. Isso se deve, principalmente, pelas pessoas não estarem conscientes dos riscos do aumento da quantidade de lixo, como a contaminação das águas que os próprios usufruem, e ficarem alheios nessa situação por avaliarem que não é uma adversidade preocupante, mas sim algo banal do cotidiano.

Outrossim, concerne-se esclarecer os péssimos hábitos de cuidado ao lixo que regem a sociedade. Dentre eles, pode-se citar, primeiramente, o consumismo excessivo que desperta nas pessoas uma vontade excessiva de seguir um padrão de consumo que a faz comprar coisas desnecessárias e assim gerando mais resíduos a serem descartados. Outro fator é a falta de incentivo quanto a temática “reciclagem”. Estudos do IBGE comprovaram que 85% dos brasileiros não apresentam acesso à coleta seletiva e, além disso, não possuem ciência de como reutilizar apropriadamente o que consomem, apenas descartam sem ao mínimo tentarem reaproveitar.

Depreende-se, logo, que os problemas relacionados à presença exagerada de lixo no espaço social possui aspectos políticos e educacionais. Desse modo, é necessário uma ação do Ministério da Educação, juntamente com a mídia, que deve, por meio da promoção de propagandas e campanhas, informar a população sobre o uso e aproveitamento correto dos dejetos. Visando o mesmo objetivo, o MEC pode providenciar palestras em escolas que conscientize as crianças sobre o consumo excessivo e, além disso, incentivarem-nas logo cedo a reciclar. Desse modo, ver-se-ia um Brasil mais sustentável e sem preocupação quanto ao futuro descoincidente com o de ‘‘Wall-E’’.