O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 27/10/2020
Na segunda Revolução Industrial do século XIX, o consumo por parte da sociedade e, por consequência, a produção de dejetos se intensificaram. Essa realidade perdura até os dias de hoje, no Brasil, em que se observa o consumismo, fruto de uma busca por prestígio, e suas consequências, que atingem diretamente a natureza e a própria vida do ser humano.
De início, é importante compreender-se alguns dos fatores responsáveis pelo consumo exacerbado no Brasil. No obra cinematográfica “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, é apresentada uma personagem caracterizada pela compra compulsiva, correndo o risco, assim, de prejudicar sua vida e carreira. Saindo da ficção, é notório, atualmente, o incentivo ao consumo desnecessário, causado pela procura por “status” social, poder e influência. Além disso, a globalização é outro fator que potencializa o consumismo, já que permite uma maior acessibilidade aos meios de produção e ao público alvo.
Como consequência, merece destaque o acúmulo de lixo e seus impactos no meio ambiente, como a poluição e o desperdício de recursos naturais. Isso se dá devido ao descarte incorreto desses dejetos que, ao invés de serem reciclados, são eliminados. Conclui-se, assim, que é necessária uma contribuição mútua entre Estado e população para que haja o melhor manejamento desses resíduos, com sua transformação e reutilização.
Torna-se evidente, portanto, a importância da tomada de medidas que visem combater os impactos do consumismo e da má gestão do lixo no Brasil. Dessa forma, o Estado deve promover campanhas educativas, através das mídias sociais, a fim de conscientizar as pessoas da importância da compra equilibrada e do descarte correto dos resíduos, tão necessários hodiernamente, com o instuito de proporcionar melhores condições ao planeta e ser humano.