O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 19/10/2020
Com o advento da Revolução Industrial, as relações das formas de produção e consumo sofreram modificações. Em consequência disso, adotou-se o capitalismo como sistema econômico, cujo principal fim é obtenção de lucro. Nesse cenário, torna-se necessário analisar os impactos que tal modelo produção provoca na sociedade, no tocante ao consumo exacerbado e o acúmulo de lixo.
Em primeira análise, vale salientar o método que o sistema capitalista utiliza para incentivar a compra dos produtos ofertados pela mesma. Nesse sentido, tem-se o processo de massificação cultural que visa alcançar um maior número de vendas. Tal raciocínio, é explicado pelos filósofos Horkheimer e Adorno na intitulada teoria crítica, na qual é apresentada a ideia de “Indústria Cultural” definida por ser a produção padronizada para que se alcance um público maior e obtenha-se lucro.
Além disso, é relevante destacar o papel da mídia nesse processo considerando o seu poder de impor valores e moldar comportamentos. Simultâneo a isso, emerge a chamada “ostentação”, caracterizada pela exposição do acúmulo de bens materiais nas redes sociais como sinônimo de status e felicidade. Tal fato, acaba por contribuir diretamente no descarte desnecessário de produtos (obsolescência programada) que irá acarretar no acúmulo do lixo.
Depreende-se, portanto, que o consumismo deve ser mitigado de forma gradativa para que se diminua a demanda de lixo. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação incentivar, por meio da realização de campanhas nos recursos de mídia, a prática do pensamento crítico no que diz respeito ao que se é consumido diariamente, retratando os impactos ambientais e sociais causados pela demasia do mesmo. Com isso, pode-se desenvolver uma consciência ecológica e econômica na sociedade.