O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/10/2020
A atividade econômica constante juntamente com o desenvolvimento socioeconômico da população brasileira resultou na geração e acumulação de lixo por parte da sociedade de consumo ligado a classe média. Assim, a existência de lixões prejudica contribui para a degradação física e psicológica dos indivíduos. Portanto, o desconhecimento de uma parcela significativa da população brasileira em relação a necessidade de reciclagem compromete a iniciação ecológica efetiva e a conservação do meio ambiente.
Em primeira análise, a criação da politica nacional de resíduos sólidos em 2010 tinha como objetivo principal, a desativação e extinção de todos os lixões presentes no território nacional até o ano de 2014, algo que não ocorreu devido ao aumento do consumo por parte da população. Dessa maneira, a existência de lixões nas regiões metropolitanas das metrópoles brasileiras acaba contribuindo para a vulnerabilidade social do grupo de catadores de material reciclável, como exposição a matérias químicos, como o combustível das baterias e o lixo hospitalar mal descartado. Levando em conta, o ambiente em que os indivíduos estão presentes, originário do consumo de lixo da sociedade de consumo, leva a uma condição de degradação física e psicológica.
Ademais, o filósofo utilitarista Jeremy Bentham foi um dos primeiros intelectuais ao final da idade moderna e início da contemporânea a defender a iniciação na noção de preservação e manutenção do meio ambiente. Logo após, a consolidação do modo de vida capitalista no Brasil resultou no acumulo excessivo de lixo, colocando o país como o quarto maior produtor de lixo segundo a ong wwf, e impossibilitando a iniciação de uma mentalidade de necessidade de conservação do meio ambiente através hábitos cotidianos. Além disso, a indústria cultural no Brasil acaba inibindo a reutilização e a reciclagem de produtos, seguindo a lógica da sociedade de mercado, estimulando o consumo constante de produtos caracterizando a obsolescência programada, prejudicando a meio ambiente.
Em suma, mostra-se evidente os problemas sociais e ambientais causados pela lógica do capitalismo industrial, prejudicando a preservação do meio ambiente. Assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente com base na atual politica nacional de resíduos sólidos e por meio das secretárias estaduais e estaduais edificar novos aterros controlados com o objetivo de reduzir o problema dos lixões, amenizando o problema social existente. Portanto, cabe ao Ministério da Educação por meio de palestras e atividades pedagógicas instruir os futuros cidadãos como separar o lixo e como reciclar determinados objetos amenizando o problema da sociedade de consumo que é responsável pela maior parte da geração de lixo no território nacional.