O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 26/10/2020

A obsolescência programada é uma tática de mercado utilizada no capitalismo para estabelecer uma “data de validade” a produtos com o intuito de fazer a economia girar. Entretanto, são ideias como essas que geram um maior fluxo de mercadorias, bem como aumentam o descarte de objetos considerados inutilizados criando um número exorbitante de detritos nos lixões. Portanto, no contexto atual, faz-se necessário a imposição de políticas públicas para atenuar essas problemáticas.

Em primeiro lugar, a chamada “data de validade” dada a produtos é uma cultura que implica muito no que tange ao consumo de mercadorias e produção de lixo, pois é algo difundido desde cedo nas crianças em brinquedos e eletrônicos que os pais cedem aos desejos dos filhos e logo em seguida entram em desuso. Dessa maneira, perpetuando um ciclo de rápido uso e descarte nos adultos e na fase infantil, esses produtos podem receber outro caminho além dos depósitos de lixo, como enviados a doação.

Assim como, no século XIX com os avanços das tecnologias e o aceleramento da industrialização e suas fases  foram criando-se novos meios de consumo de fácil acesso. Esse, atinge a grande massa como dito pelos sociólogos Theodor Adorno e Max Horkheimer da escola de Frankfurt que criaram um conceito chamado indústria cultural que gera falsas necessidades em torno dos bens culturais padronizados fazendo emergir uma ideologia consumista na sociedade.

Entende-se, portanto, a necessidade de uma reformulação nos hábitos sociais de consumo numa sociedade que cultua compras exageradas. Assim sendo, o Ministério da Economia pode agir de maneira a regulamentar ações predatórias realizadas por industrias e juntamente com o Ministério da Infraestrutura para implementarem em mais lugares a coleta seletiva de lixo assim fazendo uso dos recicláveis. Dessa forma, protegendo os cidadães na questão do consumo e fazendo um uso mais efetivo do lixo já produzido, reduzindo a quantidade em áreas como lixões.