O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 22/10/2020
No final do século XVIII, teve o início da Primeira Revolução Industrial, com isso, começaram a ser produzidos vários objetos e utensílios que o indivíduo começou a adquirir. Nesse sentido, a sociedade tornou-se mais consumista, visto que as propagandas realizadas pela mídia televisiva, incentiva as pessoas até os dias atuais a consumir mais do que precisa, utilizando o mecanismo de persuasão. Em contrapartida, o acúmulo de itens supérfluos ocasionou o maior acúmulo de lixo, pois a população começou a descartar mais produtos, para que ocorra a obtenção de outros novos. Dessa forma, torna-se premente, que o Governo Federal inicie políticas que promovam um consumo consciente.
Em primeira análise, após a decadência do sistema feudal, surgiu o novo sistema econômico e social: o Capitalismo, que tem como principal objetivo a obtenção de lucros resultantes da venda de produtos e propriedades privadas, assim como, há um mercado competitivo. Com isso, a sociedade começou a produzir cada vez mais, com inovações que atendam as necessidades das pessoas, bem como o mercado da beleza está cada vez mais atuante na economia e consumo da sociedade atual. Isso pode ser visto na pesquisa realizada no ano de 2018, pelo Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae, a qual mostra que a maioria do público (92,45%) considera o gasto com produtos de beleza e bem-estar como algo necessário.
Ademais, segundo a pesquisa realizada pelo site virtual do “Pensamento Verde”, no ano de 2012, comprovou que cada brasileiro gerou, em média, 383 kg de lixo ao longo dos 365 dias. Ou seja, o descarte de lixo está cada vez maior e, assim, ocasiona sérios problemas ao meio ambiente, visto que o lixo acumulado produz um líquido denominado de chorume, esse possui coloração escura com cheiro desagradável, a substância gerada atinge as águas subterrâneas (aquífero e lençol freático). Além disso, existe a contaminação dos solos e das pessoas que mantêm contato com os detritos, deslizamentos de encostas, assoreamento de mananciais, enchentes e devastação da paisagem.
Depreende-se, portanto, que o acumulo e o descarte de lixo deve ser atenuado. Dessarte, o Governo Federal deve promover a ocorrência do estímulo da prática ecologicamente consciente. Isso pode ser feito por meio de incentivos fiscais às empresas que adotem medidas de recolhimento de produtos descartáveis para o descarte adequado e, assim, diminuir o acúmulo de detritos em lixões. Em paralelo, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com as mídias sociais, deve realizar políticas de incentivo sustentável mais recorrente e abrangente, de forma que atinjam as diversas camadas da população, para que estimule as pessoas a realizarem medidas mais sustentáveis de consumo e, dessa forma, incentivar o consumo de apenas itens necessários, e diminuir o consumo exacerbado.