O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/10/2020
A série “Black Mirror” retrata em um de seus episódios como a sociedade se tornou consumista e cada vez mais o lixo está sendo descartada de forma errônea. Fora da cinematografia, na contemporaneidade brasileira a questão do lixo ainda se mostra gritante, problemática causada tanto pelo descaso humano com o meio ambiente quanto pela presença do modelo consumista que aumenta notoriamente o excesso de lixo produzido.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que é responsabilidade do ser humano preservar suas riquezas naturais em prol do bem comum, evitando a exclusão inadequada dos rejeitos que são prejudiciais a sociedade no geral. Nesse contexto, Émille Durkheim, sociólogo francês, defende a solidariedade mecânica que se baseia em uma consciência coletiva de indivíduos que fazem parte de um todo. Logo, o homem precisa desenvolver essa solidariedade para que assim preserve seus ambientes naturais e sua biodiversidade.
Em segundo lugar, é valido salientar que com o advento da globalização e do capitalismo, a tendência consumista também cresceu predominando a obsolescência programada. Nessa perspectiva, Zygmman Bauman, sociólogo polonês, afirma que atualmente se vivem tempos líquidos, nada mais é feito para durar. Desse modo, com a obsolescência programada os objetos são fabricados com tempo de validade, o que aumenta significativamente a quantidade de entulhos descartados em locais inadequados.
É pertinente, portanto, que o Ministério da Educação, órgão provedor do conhecimento, viabilize palestras e debates com crianças e adolescentes a cerca do descarte adequado do lixo. Dessa maneira, a união, órgão responsável pela defesa nacional, deve viabilizar verbas para a preservação das praias brasileiras, por meio da lei das diretrizes orçamentárias a fim de que, as praias sejam preservadas juntamente com a biodiversidade brasileira.