O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 22/10/2020
De acordo com a Constituição Cidadã - promulgada em 1988 pela Assembleia Constituinte - é dever de toda coletividade a defesa e a preservação do meio ambiente. Entretanto, o cenário visto pela questão crescente do lixo no Brasil impede que isso aconteça na prática, devido não só ao consumismo, como também a falta de infraestrutura do país.
Deve - se destacar de início, a sociedade de consumo como um dos complicadores do problema. Segundo dados do site G1, 76% dos brasileiros não praticam o consumo consciente. Certamente, o capitalismo e a globalização são os grandes vilões desse cenário, uma vez que eles disseminam a cultura de massa e o consumo desenfreado e de forma alienada. Dessa maneira, são geradas milhões de toneladas de rejeitos todos os dias, contribuindo para degradação da natureza. Logo, é necessário uma intervenção para modificar essa adversidade.
Outrossim, vale destacar que a situação é corroborada pela escassa infraestrutura do país. Consoante ao site Notícias UOL, 79 milhões de resíduos sólidos são produzidos por ano no Brasil. Contudo, a coleta e a reciclagem desses materiais não são feitas corretamente, sendo frequentemente despejados em lixões. Em vista disso, ocorre a contaminação do solo e de lençóis freáticos, propagação de doenças, além da emissão de gases de efeito estufa, que intensificam o aquecimento global. Desse modo, é preciso que sejam tomadas atitudes pelas autoridades competentes para reverter essa problemática.
Portanto, para que o lixo e a sociedade de consumo deixem de fazer parte da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Assim, o Ministério do Meio Ambiente deve promover campanhas, por meio de uma ampla divulgação midiática que inclua propagandas televisivas, reportagens e debates em escolas. Afim de alertar a população acerca da importância da coleta e reciclagem do lixo, além do consumo consciente. Nesse sentido, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, previsto na Carta Magna, poderá ser plenamente vivido por todos.