O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 27/10/2020

A sociedade pós industrial é caracterizada pelo hiperconsumismo, expressão criada pelo filósofo Gilles Lipovetsky. Isso não significa necessariamente algo relacionado à consumir exageradamente, mas é algo mais sutil, trata-se de mudanças no padrão e motivação do consumo. Hoje em dia, o ser humano de qualquer faixa etária é bombardeado diariamente com propagandas que o fazem sentir que o necessário ainda não é o suficiente.

Quando se trata de lixo em relação ao consumo é necessário falar sobre a obsolescência progamada, que faz com que produtos que, anos atrás, tinham anos de vida útil, hoje possuem meses de durabilidade. Isso consequentemente gera uma diminuição do consumo consciente e um aumento no despojamento de produtos. Essa situação é comum no país  em que vivemos, de acordo com o SPC Brasil, somente 28% de brasileiros são consumidores conscientes.

É preciso entender o que ocorre após o consumo, o destino que o lixo gerado por ele leva. De acordo com o WWF, o Brasil é o 4o país que mais produz lixo, com um total de 11.355.220 toneladas e somente 1,28% é reciclado. Diariamente se coleta 14 milhões de quilos na Cidade de São Paulo e já não há mais lugares para despojar e tratar desse lixo com nos anos anteriores. Além disso, cada tipo de substancia possui um número de anos para serem totalmente decompostas, trazendo assim, um acumulo de lixo.

Essa problemática já excede os órgãos governamentais, mas não significa que eles não possam fazer nada. Para melhoria dessa situação as grandes empresas devem ser incentivadas pelo ministério do meio ambiente a adotarem medidas como descontos para pessoas que devolvem as embalagens em cedes, ganharem pontos por produtos com grande durabilidade e venderem números limitados de cada embalagem para que elas possam ser devolvidas, recicladas e reutilizadas e gerarem uma estabilidade nos números do lixo gerado pelo consumo.