O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 23/10/2020
Com o advento da Revolução Industrial e da fixação do capitalismo na sociedade houveram intensas mudanças nas relações de produção e consumo que proporcionaram melhorias na qualidade de vida da população. Entretanto, o consumo desmedido e a negligência governamental em fiscalizar as atividades extrativistas e agropecuárias das empresas transformaram tais avanços em ameaças para os ecossistemas brasileiros. Desse modo, torna-se necessário o debate acerca dessa problemática.
Inicialmente, vale destacar os trabalhos do filósofo Karl Marx acerca do consumo alienado. Nesse sentido, vive-se, hodiernamente, numa sociedade capitalista de produção em massa, na qual, os meios de comunicação induzem artificialmente os indivíduos a possuírem bens como forma de ascender e demonstrar poder na sociedade. Consequentemente, tais práticas provocaram o intenso uso de matérias primas, poluição e a emissão de gases estufa que impactam severamente o equilibro da natureza.
Outrossim, de acordo com os dados do Global Watch Florest, o Brasil perdeu cerca de 10% de área ambiental entre 2000 e 2018. Em vista disso, observa-se a negligência dos órgãos públicos em fiscalizar áreas florestais contra o desmatamento e as queimadas, provenientes de empresas que buscam por matéria prima para seus produtos ou espaço para atividades agropecuária .Portanto, tal problemática contribui para a crescente diminuição da flora e fauna brasileira.
Desse modo, faz-se mister que, o Ministério da Educação proporcione aulas sobre educação ambiental e consumo sustentável nas escolas, através de palestras com profissionais capacitados, livros didáticos e atividades extra curriculares, a fim de que os alunos possam aprender a consumir de maneira sustentável, como também saber como descartar o lixo e reutilizar produtos velhos. Além disso, o Ministério da Agricultura e do Meio Ambiente em parceria com o Poder Judiciário deve punir empresas que promovem o desmatamento e colocam em risco a diversidade florestal brasileira, através de leis ambientais e fiscalização das atividades dessas instituições. Desse modo, os impactos ambientais do consumismo poderão ser amenizados.