O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 28/10/2020
A evolução de um quadro capitalista, altamente consumista e inconsequente, implica o aumento do despejo irregular do lixo, assim como sua produção exacerbada. No contexto brasileiro, é possível identificar os efeitos do crescimento populacional no consumo desenfreado de, majoritariamente, bens não duráveis. Desse modo, o acúmulo de dejetos, que penalizam nocivamente o meio ambiente a partir de um destino ecologicamente desfavorável, demonstra a ineficácia governamental.
Em uma primeira análise, é válido evidenciar o importante papel que é atribuído às autoridades federais, capazes de reverterem a situação lamentável quanto ao despejo do lixo. Como exemplo, a política nacional de resíduos sólidos, que previa o fim de todos os lixões em troca de aterros sanitários até 2014. Tal medida, infelizmente, não foi cumprida em sua totalidade e o problema ainda permeia, fortemente, a sociedade brasileira, que evidencia o descaso em relação à essa situação pelo governo.
Paralelo a isso, é essencial citar as graves consequências de um sistema ineficaz de recolhimento dos dejetos produzidos por um país habitado por mais de 200 milhões de indivíduos consumidores. Segundo a análise do químico sobre o destino dos elementos: “na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma”. A partir do pensamento do intelectual, é possível comparar com o descarte irregular do lixo, como em rios e mares, que são convencionalmente invisibilizados, mas, posteriormente, se transformam em agentes causadores da degradação do meio ambiente.
Em síntese, o descarte de bens se tornou uma questão em destaque devido ao seu agravamento expressivo no contexto atual capitalista. Nesse âmbito, cabe ao governo federal, por meio de verbas públicas, implantar uma política rígida e eficaz quanto à reutilização e descarte de resíduos sólidos, com o intuito de minimizar os impactos ambientais presentes na contemporaneidade. A fim de reverter essa problemática, principalmente nos grandes centros populosos brasileiros, a partir do descarte consciente. Desse modo, espera-se aproximar as metas de sustentabilidade da ONU para 2030 da realidade brasileira.