O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 24/10/2020

Poluição atmosférica, de lençóis freáticos e do solo, somada à escassez de matéria-prima, constituem-se as principais consequências do exacerbado consumo da sociedade brasileira e da alta produção de lixo, principalmente nas grandes metrópoles. Assim, o mercado fabrica cada vez mais produtos, enquanto o consumidor tampouco tem conhecimento da importância do processo de reciclagem, banalizando-o.

Dessa forma, a obsolescência programada que está intrínseca no mercado, faz com que os produtos consumidos sejam descartados muito rapidamente ou por eventuais ineficiências ou pela entrada de produtos mais novos ao comércio, fazendo o consumidor ser induzido a descartar um produto em perfeito estado. Com isso, a produção de lixo só aumenta, e proporcionalmente, as matérias primas naturais vão esgotando-se.

Ademais, a população brasileira vê na reciclagem um processo banal, já que para ela, o único dilema relacionado ao lixo é a falta de coleta. Todavia, quando coletado, o lixo apenas é transportado para outro local, aonde também traz problemas. Por essa razão, ultimamente vêm-se deparando com crescentes dificuldades relacionadas à destinação dos resíduos domésticos, já que produz-se muito mais lixo do que os aterros ou lixões podem arcar, e sobrecarregando-os, tem-se diversas implicações ambientais.

Em epítome, faz-se necessário tomar medidas para amenizar o dilema do excesso do volume de lixo no Brasil. É, portanto, da competência dos governos municipais, como responsáveis pela coleta de resíduos de cada município, promover campanhas de incentivo à prática da reciclagem, assim como ao consumo racional, a fim de que cada cidadão dê a importância devida à forma como separa seu lixo a ser coletado, além de atentar para o que compra e por que compra.