O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 25/10/2020

Segundo o filósofo francês Paul Sartre, “o ser humano é livre e responsável, cabe a ele escolher seu modo de agir”. Entretanto, hodiernamente percebe-se que a sociedade é imprudente, tendo um habito altamente consumista e manufaturado, contribuindo assim, para a produção de lixo. Lamentavelmente, a má influência midiática e o individualismo presente na pós-modernidade corroboram para que tal situação aconteça. Preliminarmente, deve-se frisar que, a aquisição excessiva de produtos, geralmente supérfluos, é uma latente do problema. De acordo com Pierre Bourdieu, “Aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia direta não deve ser convertida em mecanismo de opressão simbólica”. Nessa lógica, observa-se que a mídia oprime o corpo social ao consumo, através de inúmeras propagandas persuasivas, sem alertar ao público os riscos do descarte indevido do lixo. Em virtude disso, a insistência da problemática torna-se um desafio para a sociedade. Não obstante aos fatos supracitados, a forte individualidade hoje presente no Brasil também é um facilitador para o consumo excessivo. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, visto que, segundo a revista Época, o Brasil produz mais lixo do que a capacidade de lidar com o resíduo. Tal liquidez presente na comunidade funciona como forte contratempo para a resolução do problema. Em viés do que foi dito, é evidente uma reforma da lei vigente. Dessa forma, incumbe ao poder Executivo atuar, junto com os Ministérios da Comunicação e Meio Ambiente, para fiar o corpo social dos riscos que o consumo exagerado e o descarte excessivo de lixo trazem a natureza, com o intuito de conscientizar o povo. Junto a isso, compete ao Governo Federal, através do Ministério da Cidadania, conseguir formas de promover o altruísmo, e descontruir a tão enraizada individualidade na sociedade, a fim de reduzir o consumo exagerado. Assim conclui-se que nessa perspectiva, um futuro menos consumista e poluído pode ser pensado.