O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 25/10/2020

NOME: Milena Marcon Teixeira

PROFESSOR: Mariot

De acordo com o avanço tecnológico introduzidos pela Globalização não só revolucionaram o processo de comunicação no mundo, como também moldaram o comportamento dos indivíduos na sociedade. O viés da conexão entre diferentes partes do mundo impuseram o modelo consumista americano para todo o globo, causando um enorme contingente de lixo urbano. Com isso, a falta de consciência social e a deficiente estrutura urbana do Brasil colaboraram, primeiramente, para a formação de lixões a céu aberto que ainda transtornam a estabilidade ambiental do país. Sendo assim, um dos motivos que, frente a tal problemática, colaboram para a manutenção desta situação delicada.

Em primeiro plano, vale ressaltar que, a falta de criticidade individual tem tornado esse panorama cada vez mais intenso. Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, definiu a sociedade moderna como frágil e maleável, possuindo características que a tornasse deficiente de relações concretas ou objetivas. De forma análoga a esse pensamento exposto por Bauman, apresenta-se no forte consumismo de produtos supérfluos pela sociedade, que sem senso-crítico, torna-se alienada do sistema capitalista. De modo que, a consequência direta das ações desses indivíduos cristaliza-se na produção de lixo e na dependência do sistema, que a cada vez mais, enfraquece suas relações sociais.

Ademais, é importante ressaltar a ausência de infraestrutura das cidades brasileiras como um promotor desse problema. ainda mais a consequência do consumismo. Foi somente no Período Joanino que as cidades brasileiras começaram a passar por reformas de infraestrutura e saneamento, entretanto a herança histórica do mal planejamento ainda perdura na realidade dos centros urbanos do Brasil. Dessa forma, o destino final do lixo recolhido continua sendo, em sua maioria, os lixões altamente poluentes ao ar, água e à população local. Com isso, a manutenção de uma sociedade mais limpa se mostra prejudicada desde o passado de um país despreocupado com temas ambientais.

Fica evidente, portanto, que a questão consumista tem trazido graves impactos socioambientais ao Brasil e precisa ser solucionada. Para tal, o Governo Federal, junto ao Ministério da Educação (MEC), deve ampliar os postos de reciclagem e compostagem no país, além de provocar uma reflexão sobre os hábitos de consumo, através da ampliação de verbas e da conscientização da sociedade em escolas e em propagandas na TV, para, que, assim, a sociedade atente-se ao seu valor no meio em que vive. Talvez assim, a sustentabilidade e a preservação do meio-ambiente possam andar juntos ao progresso advindo da Globalização no mundo moderno.