O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 25/10/2020
Na década de 40, quando as meias de náilon foram inventadas, elas eram tão resistentes que duravam para a vida toda. A durabilidade desse material foi reduzida quando os empresários viram que, durando menos, as mulheres teriam que comprar novas meias com mais frequência, gerando lucros. Hodiernamente, o lixo gerado, e seus malefícios, se deve a obsolescência programada e ao consumismo.
À princípio, a obsolescência programada é uma forma de as empresas venderem mais, já que o produto que o consumidor comprar vai ter um tempo de vida útil, se estragando ou perdendo sua capacidade inicial, levando assim, o consumidor a comprar o produto novamente. Esse método alem de ser imoral, é um grande problema ambiental, visto que gera uma grande quantidade de lixo.
Além disso, toda essa oferta exercida nos tempos hodiernos, faz com que as pessoas desejem produtos, muitas vezes inúteis para o seu dia a dia como exemplo, acessórios com temáticas de filmes, gerando assim uma vontade de comprar, não o produto, mas o que ele representa. Isso tornou as pessoas em ‘viciadas’ em comprar, tornando os produtos inúteis muitas vezes descartáveis.
Torna-se evidente, portanto, que esta forma de maximizar os lucros deve ser fiscalizada por órgãos reguladores do Estado para que aja uma forma de ajudar o consumidor à comprar produtos mais duradouros, reduzindo assim o lixo gerado por produtos efêmeros. Outrossim, vale destacar que o consumismo não pode ser combatido efetivamente, mas podemos diminuir seus efeitos, por meio do Estado, dando incentivos fiscais as empresas que utilizarem materiais biodegradáveis em seus produtos, beneficiando assim a natureza. Só assim para termos uma sociedade melhor e mais próspera.