O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/10/2020
Desde o início da Primeira Revolução Industrial, no século XVIII, muitas mudanças ocorreram no modo de vida e práticas da sociedade, aumentando o consumismo e consequentemente, a quantidade de lixo produzido. Essas mudanças também aconteceram no Brasil, que sofre um grande problema posterior a problemática. Com isso, o consumo exacerbado da população, bem como a falta de recursos empregados pelo Estado corroboram para a manutenção da mesma.
Em primeiro plano, vale destacar que, com o avanço do capitalismo surgiu um grande aumento de consumo pela sociedade. Nesse sentido, segundo o relatório Planeta Vivo (WWF, 2008), a população mundial consome mais de 30% do que o planeta consegue repor, gerando mais lixo no planeta. Nisso, observa-se como o consumo em excesso é responsável por grande parte dos problemas referentes a sustentabilidade atual.
Paralelamente a essa dimensão de consumo, o descaso governamental contribui para o aumento de lixo produzido no Brasil. Conforme uma pesquisa realizada pela USP (Universidade de São Paulo), os resursos destinados à manutenção sustentável de lixo são mínimos, aumentando os prejuízos dessa complicação ambiental. De forma análoga a esse dado, nota-se a falta de preocupação e recursos disponibilizados pelo Estado.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de repensar a manipulação do comportamento da sociedade atual. Assim, cabe as ONGs promoverem campanhas de incentivo ao consumo consciente, a fim de reduzir o consumo exacerbado. Outrossim, compete ao Estado elaborar políticas públicas voltadas a manutenção de resíduos, objetivando reduzir os impactos ambientais causados pelo lixo. Dessa forma,