O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 26/10/2020

O advento da Revolução Industrial no século XVIII, propiciou o surgimento de um mercado sustentado pela produção em massa. Por consequência disso, uma sociedade de consumo começou a nascer. Porém, hodiernamente, o consumismo se tornou o maior inimigo da mãe natureza, a qual sofre a todo instante com as retiradas abusivas das grandes empresas e com os poluentes descartados pela população.

Primeiramente, é bom apontar que a questão do desmatamento crescente no território brasileiro é uma das principais consequências do consumo e do futuro descarte abundante. Uma vez que as políticas do mercado são baseadas na lei da oferta e da procura, é inevitável que as empresas explorem todo material que a natureza tem a oferecer, em prol de manter uma sociedade baseada no capitalismo. Assim, é inadmissível a estagnação das autoridades em meio a esse caos socioambiental, responsável por afetar, diretamente, a sobrevivência de várias espécies.

Em seguida, sabe-se que o acúmulo de lixo no meio ambiente, visto a quantidade de bens não-duráveis fabricados para atender a procura, é inerente ao consumismo. Em relação à tal, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma a possibilidade de existir mais plásticos - um dos polímeros mais utilizados na produção desses bens - do que peixes nos oceanos até 2050. Logo, é visível que o consumo dos seres humanos acaba por ameaçar toda vida no início do processo até o final dele.

Portanto, medidas são necessárias para iniciar o combate ao impasse. Destarte, o Governo deve garantir que o público tenha conhecimento sobre os impactos ambientais oriundos do consumismo, por meio de uma parceria com emissoras populares entre o povo. E essas ficarão responsáveis pela criação de propagandas, que busquem chamar a atenção do telespectador. Espera-se com isso conscientizar os brasileiros e, a partir disso, criar novos hábitos saudáveis, respeitando a natureza.