O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/10/2020
“Ontem vi um bicho, Na imundície do pátio, Catando comida entre os detritos (…) O bicho, meu Deus, era um homem”. Esses versos de Manuel Bandeira retratam a década de 40, quando o país passava por um avanço econômico e um fortalecimento do capitalismo. Ademais, junto com o sistema houve maior benefício, porém ocorreu aumento da quantidade de lixo. Dessa forma, o consumo vigente da sociedade, bem como o consumo excessivo de resíduos para o meio ambiente frente a tal problemática colaboram para continuidade em território nacional.
Em primeira análise, constata-se o avanço do consumismo exacerbado de uma sociedade que utiliza muito mais do que o necessário. De acordo com os dados da Abrelpe, relata que a quantidade de lixo urbano produzida no país em 2015 atingiu 79,9 milhões de toneladas, 1,7 % a mais do que no ano anterior. Dessa maneira, evidencia-se a obsolescência programada consistindo uma técnica utilizada por fabricantes para forçar a compra de novos produtos, mesmo que os que você já tem estejam em perfeitas condições de funcionamento, fazendo com que aumente o consumo, como também superestima a produção de lixo. Nisso, observa-se como a despesa exagerada ocasiona inúmeros problemas.
Além do mais, vale ressaltar o gasto excessivo de bens e serviços, que leva à exploração exorbitante de recursos naturais. Segundo o relatório Planeta Vivo, a população mundial já consome 30% a mais do que o planeta consegue repor. Sendo assim, as embalagens quando consumidas de maneira exagerada e descartadas de forma irregular, contribuem para o aumento de aterros e lixões, dificultando a degradação dos resíduos causando a expansão do consumo da demanda pela produção de recipiente.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação – instituição de alta relevância para o país – potencializar estímulos ao consumo mais consciente, por meio de campanhas, a fim de incentivar uma despesa responsável. Paralelo a isso, o Ministério do Meio Ambiente deve inserir a necessidade de políticas de reciclagem, por intermédios de reutilização e reaproveitamento dos produtos não utilizados mais, visando estimular a geração de lixo e a demanda desenfreada por matérias-primas, mostrando os inúmeros privilégios que isso proporciona. A partir dessas intervenções, será possível amenizar a problemática no território brasileiro.