O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/10/2020
O filósofo francês Sartre argumenta que cabe ao homem escolher como agir, porque ele seria livre e responsável. Porém, vemos a irresponsabilidade de parte da sociedade brasileira levando um estilo de vida que consome muito e, portanto, produz resíduos insustentáveis. Assim, devido à má influência da mídia e do individualismo, existe um problema que precisa ser revertido.
Em primeiro lugar, deve-se observar que a causa subjacente do problema é a compra excessiva de produtos e serviços, geralmente redundantes. Segundo Pierre Bourdieu, o que foi concebido para ser um instrumento da democracia não deve ser transformado em um mecanismo opressor. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, ao invés de promover debates elevando o nível de informação da população, ajuda a perpetuar o problema, pois às vezes por meio de propagandas convincentes induz ao consumo excessivo.
Além disso, outra razão para a configuração do problema é a falta de solidariedade. Na obra “Modernidade líquida”, Zigmund Bauman argumenta que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, que, segundo a revista Época, produz mais lixo do que capacidade de lidar com o lixo desperdiçado. Essa fluidez que afeta a mentalidade de alguns cidadãos que pensam que seu problema com o lixo acaba quando o caminhão o leva, independente da quantidade que ele produza favorecendo o problema.
Portanto, é claro que essas barreiras precisam ser removidas. Portanto, as ONGs especializadas neste campo devem desenvolver atividades que tenham um impacto negativo sobre a mídia e os consumidores. Essas atividades devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre a ligação entre o consumo excessivo e o desperdício excessivo. Também é possível criar uma “hashtag” para identificar a campanha e dar maior visibilidade para induzir empatia.