O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 26/10/2020

De acordo com Albert Schweitzer, teólogo alemão, “Vivemos em uma época perigosa. O homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo”. Tal citação faz jus ao contexto atual brasileiro, no tocante ao lixo e à sociedade de consumo, o qual vê-se que parte dos indivíduos é consumista por puro vício ou, até mesmo, por desejar o modelo mais recente. Desse modo, aumenta a quantidade de lixo. Logo, as causas dessa problemática variam desde o tempo de obsolescência dos produtos até a velocidade da evolução de aparelhos.

É válido ressaltar, primeiramente, o tempo de obsolescência dos produtos. Atualmente, o número de produtos fabricados é proporcional à expansão da tecnologia, e, consequentemente, ao aumento da competição entre marcas. Desse modo, há produtos que são programados para funcionar com menos eficiência após um determinado período. Essa prática, a qual leva a menor durabilidade e aproveitamento do produto, tem um objetivo claro para as empresas, que lucram com a troca do aparelho. Logo, além de ampliar a frequência de compras, amplia, também, a quantidade de lixo, contribuindo para a poluição do meio ambiente.

Em segundo plano, é necessário atentar-se à velocidade da evolução dos aparelhos. Na contemporaneidade, há inúmeros aparelhos a nossa disposição, a fim de satisfazer nossas necessidades. A mídia, juntamente com as indústrias ou marcas famosas, apresentam um novo produto ano a ano, trazendo uma falsa sensação de necessidade aos ouvintes. Apesar de trazerem sistemas operacionais complexos e possuírem versões mais avançadas, muitas das vezes, indivíduos realizam a troca do aparelho por outro recente para sentir-se “completo”. O pensamento de Adam Smith, filósofo e economista britânico, completa e justifica tais comportamentos quando cita que “O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda a produção.

Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que as empresas, além da questão financeira, optem pela solução mais sustentável, por meio da fabricação de produtos duráveis, reduzindo o consumo de energia, que contribuam, especialmente, para não aumentar o volume de resíduos eletrônicos, a fim de diminuir os impactos do lixo eletrônico no meio ambiente. Paralelamente, os consumidores devem procurar opções de produtos mais sustentáveis ao atentarem-se pelas características do mesmo, além da preocupação em adquiri-lo apenas em caso de necessidade, a fim de reduzir o consumismo em nossa sociedade. Se tais medidas forem tomadas, poder-se-á viver em um Brasil mais sustentável com uma população sadia.