O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/10/2020
Desde a primeira revolução industrial, que ocorreu no século XVIII, Grandes vem sendo as mudanças no estilo de vida das pessoas, uma vez que esses estão cada vez mais consumista. Com isso, a produção de lixo cresce de maneira desordenada e o descarte inadequado gera consequências, como maior produção de lixo e outros resíduos. Inicialmente, é necessário que reconhecer que, com a consolidação do capitalismo, sobretudo após o final do século XX que marcou sua hegemonia sobre as Nações do Globo, as relações passaram a girar em torno do mercado. Segundo o conceito desenvolvido pelo sociólogo Karl Marx de “fetiche da mercadoria“, o bem material adquire o significado maior o poder de uma projeção social e reafirma estilo de vida. Com isso, o indivíduo inserido em um contexto de produção em massa, para ações chegar no produto adquirido no seu status social. Em decorrência disso, produção de lixo resultante do consumo desenfreado tem provocado inúmeros impactos sócio ambientais. Sendo assim, conforme o cientista Antônia Lavoisier: “na natureza nada se cria tudo se transforma”, todo bem material adquirido resulta no acúmulo de lixo após seu descarte, uma vez que o mesmo simplesmente não desaparece depois da coleta de lixo. Esses impactos vão desde a ocorrência de enchentes em regiões mais pobres, pela falta de local adequado para o descarte de resíduos sólidos, até mesmo a contaminação do solo pelo descarte incorreto de lixo eletrônico. Portanto, o impacto do consumo na vida social do indivíduo não deve ser negligenciado. Logo, cabe inicialmente a sociedade buscar de se viver o “consumo consciente“, isto é, buscar o que é necessário na hora de escolher o que comprar, de quem comprar e definida maneira de usar e como descartar o que não deve serve mais. Ademais cabe ao governo promover incentivos fiscais as empresas que adotem medidas de recolhimento de produtos descartáveis para que o descarte adequado, afim de estimular tal prática ecologicamente consciente. A partir de tais ações veremos o sujeito além da mercadoria e da projeção social que ela possui sendo, por fim, independente da influência do consumo sobre sua vida.