O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/10/2020
Segundo Zygmunt Bauman, ‘’O consumismo de hoje, porém, não diz mais respeito à satisfação das necessidades — nem mesmo as mais sublimes, distantes necessidades de identificação ou a auto-segurança quanto à ‘adequação’.’’ Por conseguinte, com o aumento do sistema capitalista na sociedade acarretaram inúmeros problemas ambientais a humanidade. Nesse viés a falta de planejamento das cidades para o descarte adequado do lixo e a globalização são algumas das principais causas que contribuem para um país com diversos problemas com a escória. Logo, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa combater essas questões.
Em primeiro plano, é indubitável que a falta de planejamento das cidades tem sido um campo prolífero para o aumento da má gestão de resíduos. Assim, de acordo com o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, “ A pior guerra é a guerra contínua contra a natureza, que é silenciosa, que destrói ao longo do tempo”. Sob essa ótica, sabe-se que a situação perante ao descarte correto do lixo é corrompida, fazendo com que acarretem em diversas doenças, animais peçonhentos e dengue, além do embelezamento da cidade que fica poluída e não gera prazer nas pessoas. Nesse ínterim, o fato de haver uma coleta incorreta do lixo acarretam em várias consequências a população.
Ademais, cabe salientar que a globalização é um grande um impulsionador do problema. O site Agência Brasil, explicita que o Brasil gera 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano. Nesse âmbito, sabe-se que a globalização é uma das maiores causas do consumismo e assim as pessoas começaram a consumir mais por buscarem a felicidade delas nas compras, como por exemplo em preencher um vazio que elas sentem, e isso acaba gerando mais lixo para o país. Entretanto, o fato de a globalização ter aumentado muito o consumismo e assim consequentemente o lixo, gera uma pior qualidade de vida para os civis.
Portanto, são inevitáveis ações proativas no embate a essa conjuntura, uma vez que o lamentável cenário atual é prejudicial para a construção de um ambiente saudável. Em vista disso, é imprescindível que os Governos Municipais, por intermédio de recursos municipais, promova uma implantação de coleta seletiva de lixo, a fim de gerar uma economia nos recursos naturais e a redução da poluição. Além disso, cabe ao Ministério da Educação-principal órgão intermediador de políticas educacionais no país- juntamente com o governo municipal, criar projetos de palestras educacionais usando as mídias, com o designo voltado a conscientização da população sobre o consumo em excesso. Dessa forma, tais atitudes direcionarão para uma realidade comportamental preferível de uma sociedade.