O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/10/2020
No filme da Pixar, “Wall-e”, um robô é criado com o objetivo de limpar o planeta Terra, que se tornou inabitável devido à exagerada poluição. Da ficção à realidade, há uma ligação que une ambos contextos. Logo, cabe analisar como a falta de educação ambiental e o precário investimento no setor de reciclagem corroboram para tal cenário no Brasil.
Em primeiro plano, vale destacar que, o nível de poluição de uma nação é inversamente proporcional ao seu nível educacional. Nesse contexto, países que apresentam uma educação de primeiro mundo como Canadá e Noruega, confirmam essa afirmativa, apresentando um nível de poluição extremamente baixo. Segundo o economista britânico Arthur Lewis, “A educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido”. Com base nessa menção, nota-se a importância dos investimentos na educação, tendo como consequência a formação de cidadãos aptos a sucumbir e evitar qualquer problema social, dentre eles, a poluição.
Ademais, além de uma educação ambiental, é necessário o aprimoramento do setor de tratamento do lixo. Segundo o químico Lavoisier, “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Sendo assim, tendo em vista que o lixo produzido não irá se perder, mas sim transformar-se, deve-se ao menos transformá-lo em algo benéfico para sociedade e o meio ambiente. Ainda nessa óptica, convém lembrar que o lixo levado às mãos de artesões, é um ótimo exemplo de uma reutilização benéfica, evidenciando assim, a importância do investimento nesse âmbito.
Torna-se claro, portanto, que a falta de educação ambiental e o precário investimento nesse setor, são os principais causadores da poluição. Para que essa situação seja contornada, cabe ao Ministério da Educação, em parceria as escolas, integrar à base comum curricular, disciplinas de educação ambiental, por meio de cursos profissionalizantes que debatam a importância dessa integração, a fim de gerar uma maior comoção perante a preservação ambiental do país. Além disso, também é válido que o Ministério da Economia invista mais nos setores de reciclagem, com o objetivo de aprimorá-lo. Dessa forma, o problema poderá ser contornado, e a situação apresentada na animação “Wall-e”, não será uma realidade na sociedade brasileira.