O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 26/10/2020

Desde a Revolução Industrial, com a potencialização do capitalismo, as formas de consumo e fabricação mudaram consideravelmente para modelos mais produtivos. Desse modo, a fabricação se tornou diversificada, flexível e menos duradoura, portanto, gerando muito mais lixo. Assim, deve-se analisar como essas mazelas são causadas, seja pelo consumismo exagerado, seja pela negligência governamental no Brasil hodierno.

Em primeiro plano, vale salientar que Bauman ao pronunciar a frase “Consumo, logo existo” demonstrou que, na sociedade pós-moderna, a condição indispensável à vida é o consumo. Acerca disso, o povo está diariamente mais instigado a adquirir, cada vez mais, produtos de pouca duração devido ao mercado atual que traça um perfil de “necessidade”, na qual gera uma sensação momentânea de prazer. Portanto, isso gera um excessivo acúmulo de lixo que é descartado de forma irracional contribuindo para o aumento de lixões irregulares. Em razão disso, o aumento de resíduos corrobora para a contaminação do solo e dos lençóis freáticos.

Segundamente, vale ressaltar que segundo Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Sob esse viés cabe destacar a ineficácia do Estado em aplicar políticas públicas efetivas para reduzir o acúmulo de resíduos sólidos. Segundo um estudo da World Wildlife Fund (WWF), o Brasil é hoje o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo, são 11,3 toneladas por ano, das quais somente 1,28% são recicladas.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de ajustes na legislação para resolver essa problemática. Assim, cabe ao Executivo propor campanhas publicitárias para formações de consumidores mais conscientes. Ademais, compete ao Senado Federal, junto com o IBGE, criar políticas de união de municípios para estruturar aterros sanitários compartilhados, visando melhor festão de lixo no país. Somente assim, será possível a redução de poluição e radioativos no Brasil.