O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/10/2020
O lixo é composto por todos os resíduos produzidos pelo ser humano, e se acumulou ao ponto de ser uma problemática mundial. Assim, o fator que mais contribui é o consumismo, estimulado pelo capitalismo e globalização, que se tornaram influenciadores na maneira de pensar e, consequentemente, agir da população. Marcas de roupa e objetos variados são constantemente atualizados e escondem o grande desequilíbrio ambiental provocado pelas compras excessivas.
Desde a Revolução Industrial, que começou na Inglaterra no século XVIII e continua evoluindo em fases até hoje, a intensa produção de bens temporários estimula os espectadores a comprar. Dessa forma, a facilidade de adquirir aumenta, mas é proporcional ao tempo de uso, por exemplo: quanto mais poder de compra e status um indivíduo tiver, mais ele irá mudar de aparelho celular, e bens como esse acabam por serem esquecidos, e posteriormente jogados no lixo. Se antes o celular era usado por dois ou três anos, agora há necessidade de troca em um ano.
Ademais, as consequência ambientais são ignoradas ou pouco difundidas, visto que o lixo não é descartado adequadamente. Segundo o G1, 41,6% do lixo no Brasil é descartado incorretamente e a produção individual por pessoa é de um quilo. Enquanto isso, os índices de reciclagem só diminuem, provando que a consciência da sociedade negligencia o destino do lixo, pondo em risco a sua saúde e a da Terra.
Portanto, a importância de soluções para a redução de lixo se consolida ao trazer prejuízos de enorme abrangência. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve priorizar a coleta de lixo reciclável e, quando os objetos não puderem ser reaproveitados, os aterros sanitários precisam ter forros que evitem a contaminação do solo, proporcionando cuidados com o meio ambiente. As coletas de lixo devem ser feitas por meio do trabalho voluntário como cumprimento de penas jurídicas ou projetos ambientais ordenados às prefeituras municipais. Já os aterros devem ser fiscalizados por engenheiros ambientais a fim de deter a impermeabilização do solo.