O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/10/2020
Segundo a Abralbe, apenas em 2018 o Brasil gerou 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos. Esse cenário é muito preocupante, visto que a maioria desse lixo ainda é armazenada em lixões a céu aberto. Nesse contexto, torna-se evidente a falta de infraestrutura na coleta de lixo e a crescente cultura de consumismo da população. Em primeiro plano, é importante ressaltar que cada vez mais as pessoas estão consumindo mais, isso se deve muito ao fato de os objetos e eletrônicos terem um prazo de duração menor em virtude da obsolescência programada que as empresas praticam. Para o economista e reformista Willian Baveridge “ o fim material de toda a atividade humana é o consumo” , afirmação que caracteriza um comportamento adquirido pelo indivíduo, passando este a comprar por simples hábito e não para sanar algo necessário e inerente a sua sobrevivência. Com base nesse pensamento, é possível afirmar que com o consumo crescendo, o descarte tende a crescer também fazendo com que aconteça um acúmulo de lixo, principalmente nas metrópoles. Acrescenta-se,ainda, a falta de infraestrutura na coleta de lixo no Brasil. Apesar de desde 2014 possuirmos uma lei que proíbe o depósito de lixo em “lixões” essa prática ainda é exatamente comum em todo território nacional. Isso se deve muito a falta de fiscalização e a má gestão da coleta de lixo nas cidades culminando em áreas altamente poluentes e insalubres. Diante dos fatos supracitados, é dever do Estado , fomentar a coleta seletiva de lixo e o descarte consciente,e também deve haver uma maior fiscalização dos locais aonde o lixo é descartando. Além disso, é dever da mídia criar campanhas de conscientização a respeito do consumo consciente e o descarte correto do lixo. Dessa maneira, atenuar-se-á, médio e longo prazo, o impacto do consumismo e do descarte incorreto do lixo em nosso país.