O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 26/10/2020

No filme anglo-brasileiro denominado “Lixo Extraodinário” é abordado o trabalho do artista plástico Vik Muniz e o lixo na sociedade contemporânea, demonstrando o difícil trabalho dos catadores que vivem nesse meio. Com isso, nota-se no atual cenário brasileiro a árdua questão no que diz respeito à sociedade de consumo e os detritos gerados por ela. Assim, entende-se que o consumo exacerbado da população, bem como a obsolescência programada de mercadorias contribuem com a perpetuação de tal situação.

Após o século XVIII, período que ocorreu a Primeira Revolução Industrial, o grande aumento da produção industrial e, consequentemente, da população, aumentou drasticamente a quantidade de lixo produzido nas cidades. Nesse âmbito, é cabível assemelhar tal realidade com a dos dias atuais, haja vista que a facilidade de obtenção de produtos proporcionada pela globalização (essa que sofre influência das mídias sociais) tende a persuadir as pessoas para a compra de coisas, muitas vezes, sem necessidade. Em vista disso, destaca-se o aumento na quantidade de materiais que são descartados pela comunidade consumidora. Logo, evidencia-se a relevância da atuação midiática como medida de combate à problemática.

De acordo com a teoria da conservação das massas, o químico francês Antoine Lavoisier afirmava que na natureza nada é perdido, mas sim transformado. Dessa forma, compreende-se que mercadorias previamente programadas para uma curta duração por seus fabricantes vêm causando muitos danos ao meio ambiente, pois, por muitos não se preocuparem com a melhor forma de descarte (sobretudo de eletrônicos), essas acabam indo parar em lixões. Á vista disso, a tese de Lavoisier se faz importante nesse meio para que seja compreendido a problemática entorno da obsolescência programada, já que a transformação de tais materiais, na natureza, pode se fazer prejudicial.

Portanto, são inevitáveis ações proativas no embate ao lixo proveniente do consumismo na sociedade, sendo imprescindível que as mídias sociais, por meio de campanhas educativas, incentivem as pessoas na reutilização de objetos previamente comprados. Ademais, cabe ao Governo criar agências reguladoras, por meio de um decreto, que possam monitorar e minimizar a exagerada exploração da vida útil das mercadorias, objetivando, assim, diminuir a quantidade de detritos. Dessa maneira, será possível abolir gradativamente a conflituosa problemática do território brasileiro.