O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 26/10/2020

‘‘O importante não é viver, mas viver bem’’. A máxima de Platão torna-se alvo de reflexão em relação a qualidade de vida. Entretanto, essa não será uma realidade para população mundial em um futuro próximo, que ao conviverem com o excesso de lixo descartado, apenas viverão, não necessariamente bem. Contudo ,essa problemática persiste em razão do consumo desenfreado instigado por propagandas, e também pela ausência de educação no que se refere ao consumismo.

A veiculação de propagandas destinadas a venda de produtos, contribui para perpetuação do impasse. Tendo em vista, que as empresas criam publicidades com um alto poder de convencimento, objetivando o lucro da venda . Nessa perspectiva, pode se citar que, segundo o sociólogo Karl Marx, a economia determina a sociedade ,nesse sentido o lucro é priorizado em detrimento aos valores morais.     Dessa forma, a ganância desconsidera a consciência ambiental, tornando o planeta um amontoado de resíduos proveniente do consumo. Há também a ausência de educação relacionada ao consumismo, que é outro impulsionador do problema. Nesse viés, pode se inferir que a prática do consumismo aumenta proporcionalmente com o poder aquisitivo, consequentemente gerando aumento do lixo produzido, que não poderá ser descartado adequadamente. Dessa maneira, a proposição de Immanuel Kant de que a educação é o pilar do ser humano deveria servir como base para reversão do impasse.

Assim infere-se que medidas são necessárias para que a problemática do excesso de lixo produzido pela população seja revertido. Logo, urge que o Ministério do Meio Ambiente, por meio de verbas governamentais, veicule temáticas nas principais mídias digitais, abordando o tema de consumo racional, bem como sua importância atrelada a conservação ambiental, expondo também os exorbitantes números de lixo gerados. Visando despertar a consciência consumista ,podendo assim decrescer gradativamente a quantidade de resíduos dispostos na natureza.