O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/10/2020
A partir da Revolução Industrial, as fábricas começaram a produzir objetos de consumo em larga escala e a introduzir novas embalagens no mercado, aumentando consideravelmente o volume e a diversidade de resíduos gerados nas áreas urbanas. Esses resíduos em demasia ocasionaram uma preocupação unânime das empresas com o meio ambiente, passando a aderir métodos mais sustentáveis. Conquanto, a produção de lixo ainda se configura intensamente no Brasil, deixando sombrias as perspectivas futuras.
Em primeiro lugar, no que se refere ao lixo no Brasil, pode-se observar que o país é o quarto produtor de lixo plástico no mundo. Devido ao fator mencionado, o consumo exacerbado no Brasil afeta drasticamente o meio ambiente. O ser humano, ancorado no discurso consumista, vive a sua vida sem se questionar sobre o que realmente acontece à sua volta. Num ambiente incerto como o atual, o consumo aparece como resposta à satisfação das ansiedades dos indivíduos.
Ademais, uma nova maneira de conscientização se faz presente: o movimento vegano. As pessoas estão se adequando e avaliando os produtos disponíveis, dando preferência aos que são cruelty free e, consequentemente, tendem a preservar a fauna e flora. Porém tal temática não se faz presente na rotina de todos brasileiros, visto que segundo dados do Procon, cerca de 66% da população opta por comprar produtos não recicláveis por serem mais baratos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o impasse atual. Para que o meio ambiente tenha sua preservação assegurada, urge que o Ministério do Meio Ambiente faça políticas de uso limitado dos recursos natural e inserção do desenvolvimento sustentável por meio de parceria e fiscalização com grandes empresas fornecedoras de produtos, assim como a adoção de embalagens retornáveis. Deste modo, a produção em larga escala exprimida Revolução Industrial não será reproduzida e o meio ambiente não será vítima do consumismo.