O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 27/10/2020
Durante o processo da Revolução Industrial e após o mesmo, houve um aumento da produção industrializada, consequentemente o número de habitantes se elevou e a produção de lixo cresceu drasticamente, assim como a diversificação de sua composição. Hodiernamente, a produção de lixo encontra-se em ligação direta com o consumismo exagerado, gerado por anúncios e pela mídia. Sendo assim, é incontestável que o lixo despejado no ecossistema é um problema e que o consumismo o afeta diretamente.
Em primeiro plano, é necessário compreender que, atualmente, o planeta encontra-se com diversos problemas ambientais, muitos deles provocados por ações humanas. Estas questões afetam a fauna, flora, solo, água e ar. E o resultado desse contraste é refletido no acumulo de lixo em locais inapropriados, como em rios, que é o caso do rio Capibaribe no Nordeste brasileiro. De acordo com World Wildlife Fund o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo, gerando 11,3 toneladas por ano. Diante do exposto, é notável a falta de infraestrutura para atender a grande demanda de lixo.
Faz-se crucial, ainda, salientar o consumismo como impulsionador do problema. De acordo com Monteiro Lobato, escritor brasileiro, a natureza criou o tapete sem fim que recobre a superfície da terra. Dentro da pelagem desse tapete, vivem todos os animais, respeitosamente, nenhum os estraga, nenhum o rói, exceto o homem. Diante de tal contexto, o consumo exacerbado influencia na quantidade de lixo produzido pelo país e a exploração de recursos naturais, o consumismo foi acelerado pela redes sociais, uma vez que os anúncios impulsionam a compra e levam a crer que os produtos adquiridos levam a realização pessoal.
Percebe-se, portanto, que o lixo e a sociedade de consumo no Brasil apresentam questões de urgência. Para amenizar tais situações, é interessante que o Ministério do Meio Ambiente, órgão que rege a fauna e a flora brasileira, fiscalize os locais mais propícios ao acúmulo de lixo, através de visitas mensais com penalização de multas. Isso deve ser realizado por meio do redirecionamento de verbas públicas e de uma maior atenuação para as leis já existentes no país. A partir dessas ações, espera-se atenuar os impactos do lixo no meio ambiente. Ademais, para diminuir o aumento do consumismo faz-se necessário que o Ministério da Educação alerte a população acerca dos riscos do consumismo. Sendo assim, a produção de lixo há de diminuir.