O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 23/11/2020
O lixo e a sociedade de consumo não é um problema atual. Desde a Revolução Industrial essa vicissitude é uma realidade, de mesmo modo, na contemporaneidade, as dificuldades persistem, seja pelo aumento do consumismo ou pelo uso irracional do descarte.
A constituição cidadã de 1988 garante o direito do Meio Ambiente como bem uso comum da população, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil a medida que o cidadão começa a consumir demais, como também não utiliza o uso correto do descarte de lixo consumido e poluindo o Meio Ambiente, fazendo então os direitos permanecerem no papel.
Outro ponto relevante, nessa temática é a falta de reciclagem de produtos. Sob essa lógica, o imperativo categórico, de Kant, preconiza que o indivíduo deve agir apenas segundo a máxima que gostaria de ver transformada em uma lei universal. No entanto o que tange a questão da reciclagem há uma lacuna no dever moral quanto ao exercício da denúncia.
Para que tal problemática seja solucionada, o Ministério da Educação deve levar para as instituições de ensinos palestras e seminários para mostrar aos alunos como o acúmulo de lixo é prejudicial à sociedade, como devem diminuir o consumo desnecessário de novos produtos e alertá-los da poluição e das doenças que tais resíduos proporcionam, para que um maior número de pessoas tenham instruções sobre o assunto. Por fim, a mídia deve divulgar campanhas e anúncios sobre o consumismo excessivo do brasileiro através do seu poder de convicção, mostrando-lhes a importância do seu papel na sociedade para que o problema seja amenizado.