O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 27/10/2020
O filme estadunidense “Wall-E” retrata a vida de um robô que é responsável por limpar o planeta Terra, uma vez que, este se apresenta inabitável devido ao lixo excessivo, que é efeito dos anos de consumismo desenfreado, somado à irresponsabilidade humana. Infelizmente, fora da ficção, a sociedade de consumo afeta diretamente na natureza, haja visto que o destino do lixo brasileiro não é destinado aos locais corretos e a falta de consciência dos brasileiros traz sérios problemas para a vida humana. Logo, negligência do poder público, juntamente com o capitalismo inventor da obsolescência programada e a falta de separação do lixo para reciclagem, são fatores que colaboram para a permanência do problema.
Em primeira análise, é válido ressaltar que o despejo de lixo em locais inapropriados, além de prejudicar o ar e o solo do lugar, pode trazer sérios acidentes ambientais. Nesse viés, é importante lembrar do acidente radioativo ocorrido em 1987, em Goiânia com o elemento radioativo Césio-137, em que um equipamento radioterápico foi descartado em um local indevido, este continha o elemento radioativo, e a população foi contaminada devido à desinformação, o que proporcionou a morte de várias pessoas. Partindo desse pressuposto, é notório que o despejo de lixo seja realizado de maneira correta, de modo que, os habitantes não tenham consequências trágicas. Além disso, a falta de informação relacionada ao lixo radioativo é um fator relevante que deve ser extinguido de imediato, a fim de evitar acidentes, como o de Goiânia.
Outrossim, a fabricação de produtos obsoletos, que estimulam o consumidor comprar cada vez mais - obsolescência programada - é um aspecto importante na sociedade de consumo no Brasil. Nesse sentido, a obsolescência programada é nociva ao ambiente, uma vez que a “descartalização” dos produtos obsoletos é realizada com frequência e de maneira inadequada. Sob esse prisma, o químico Lavoisier destaca, “na natureza nada se cria, tudo de transforma”, logo a falta de coleta e separação do lixo obsoleto para a reciclagem é um empecilho para solucionar o impasse.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação impor nas escolas uma discussão mais efetiva relacionada ao descarte de maneira adequada do lixo, além de informar de maneira clara e objetiva sobre lixos radioativos, a fim de evitar acidentes como o do Césio-137, por meio de palestras e exposições dinâmicas com profissionais da área ambiental. Ademais, cabe ao Governo Federal erradicar, de imediato, lixões e esgotos à céu aberto, por meio da Lei Nacional de Resíduos Sólidos que está em andamento, porém longe de atingir o previsto. Por meio disso, a população que reside próximo aos lixões obterá melhores condições de vida.
ampliacao da coleta seletiva, discussao efetiva nas escolas